
A ideia é ótima, simples, cristalina: ajudar a gente a separar, na prática, o que é comida e o que são, expressão favorita do autor, substâncias comestíveis parecidas com comida. Uma misturinha de velhos ditados e conselhos da vovó com observações inteligentes sobre a vida atual – claro que a sociedade analisada no livro é a dos Estados Unidos, aquela em que, a se acreditar na série Revolução da Comida do Jamie Oliver, as criancinhas não sabem nem que cara tem um tomate. Mas como somos quintal ianque, as regras acabam sendo úteis para nossa realidade urbana.
Algumas regras interessantes ou o que lembro delas: evite as prateleiras centrais dos supermercados, é onde ficam os produtos mais processados. Junto às paredes ficam os mais frescos (analisando os supermercados que frequento, confere); evite comprar produtos alimentícios com mais de 5 ingredientes ou que tenha ingredientes que um pré-teen não consiga pronunciar; quer comer bobagem? Faça você mesmo. No final das contas, é um chamamento para a comida feita em casa, a partir de vegetais, peixes e até carnes obtidos da forma o mais natural possível. Ok, a gente já sabia disso. Mas não custa lembrar ou avisar os incautos entusiastas das comidas prontas.
Como praticamente tudo hoje em dia, o livro tem toques de humor. Humor gostosinho, do tipo que causa risadinhas leves a moderadas. E me deixou com vontade de ler outros livros do autor – e de cozinhar. Como se eu precisasse de muito estímulo!
Gostei!
ResponderExcluirHamburguer comprado é tão mais gostoso. :P
ResponderExcluirNhé, vc costuma fazer, para comparar, heim?
ResponderExcluirEu tenho os outros dois livros dele, O Dilema do Onívoro e Em Defesa da Comida. São muito, muito bons!
ResponderExcluirMimpresta!
ResponderExcluirgostei, e deu vontade de comer bobagens =p
ResponderExcluirA criatura aí acima nem é do contra, não!
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