"A maior diferença entre uma coisa que pode pifar e uma coisa que não pode pifar de jeito nenhum é que, quando uma coisa que não pode pifar de jeito nenhum pifa, normalmente é impossível consertá-la". (Praticamente Inofensiva, Sextante)
Genial. Admiração eterna. E, não, hoje não é Dia da Toalha nem nada parecido. Sem 42 hoje para você.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
The Power of Love (e não é o tema de De Volta para o Futuro)
Estou lendo O Poder, o livro "vamos virar bestseller de novo" da autora de O Segredo. Eu gostei de O Segredo, ecoou bem em mim. Venho de uma longa tradição de lidar com energias e pensamentos positivos - quando eu era adolescente, meu pai me botou para fazer um curso do Silva Mind Control, que estava na moda, na época. Ele usou muito os ensinamentos do curso. Eu usei menos do que devia, mas o suficiente para não achar, nunquinha, que isso é bobagem. Ou seja, não sirvo para cética.Estou ainda no começo do novo livro, mas está batendo bem, talvez até melhor do que o primeiro. Por enquanto, etou domando bem a criatura mais selvagem que eu conheço: eu. Estou me sentido bem. Que é o que importa. Mas tá, estou começando a me desculpar por estar nadando na autoajuda, né? Vamos voltar à terra.
Um dos trechos que já li fala em "aumentar o volume dos sentimentos bons, fazendo uma lista de coisas que você ama. Daí não tem como não lembrar disso:
Raindrops on roses and whiskers on kittens
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
Cream colored ponies and crisp apple streudels
Doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into springs
These are a few of my favorite things
When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
Bright copper kettles and warm woolen mittens
Brown paper packages tied up with strings
These are a few of my favorite things
Cream colored ponies and crisp apple streudels
Doorbells and sleigh bells and schnitzel with noodles
Wild geese that fly with the moon on their wings
These are a few of my favorite things
Girls in white dresses with blue satin sashes
Snowflakes that stay on my nose and eyelashes
Silver white winters that melt into springs
These are a few of my favorite things
When the dog bites
When the bee stings
When I'm feeling sad
I simply remember my favorite things
And then I don't feel so bad
Pescando no Youtube a cena clássica do filme, achei algo mais interessante ainda - Rodrigo Vechi vai gostar...
domingo, 5 de dezembro de 2010
Clima de Natal
Baixou a Mamãe Noela em mim, mais especificamente no meu estômago. E lá fui eu pesquisar, adaptar e fazer rabanada salgada.
Assim: fatie pãezinhos amanhecidos, passe rapidinho (para não amolecer demais) em uma mistura de leite, queijo parmesão ralada e um esguicho de creme de leite. Passe, em seguida, em ovos levemente batidos com uma pitada de sal. Coloque tudo com carinho em uma assadeira untada de manteiga. Polvilhe mais queijo ralado e... forno de médio para alto, até dourar.

Assim: fatie pãezinhos amanhecidos, passe rapidinho (para não amolecer demais) em uma mistura de leite, queijo parmesão ralada e um esguicho de creme de leite. Passe, em seguida, em ovos levemente batidos com uma pitada de sal. Coloque tudo com carinho em uma assadeira untada de manteiga. Polvilhe mais queijo ralado e... forno de médio para alto, até dourar.

É bom.É salgado. É facinho. Não é frito. Experimente!
Nostalgia umbilico-dominical
Eu sei que conhecia o archive.org, provavelmente nos próprios velhos tempos blogueiros (tipo da coisa que eu teria conhecido através do QL da Rosana Hermann, uma meia dúzia de endereços atrás, quando eu batia ponto todo dia lá). Mas nunca nem pensei em procurar o 100 Sal original, o que foi sequestrado pelo Blogger Br, lá.
Inté hoje.
http://web.archive.org/web/*/http://100sal.blogger.com.br
Socorro! Lá se foi um domingo, só na Sessão Remember. O bom é colocar na ordem certa vários eventos da vida, como ano e mês da mudança da casa véia para o ap (tadinho, agora só posso chamar de ap explodido, tanta bagunça esses 6 anos e meio acumulou nele). E quanta gente, e quanta coisa... ai ai.
Inté hoje.
http://web.archive.org/web/*/http://100sal.blogger.com.br
Socorro! Lá se foi um domingo, só na Sessão Remember. O bom é colocar na ordem certa vários eventos da vida, como ano e mês da mudança da casa véia para o ap (tadinho, agora só posso chamar de ap explodido, tanta bagunça esses 6 anos e meio acumulou nele). E quanta gente, e quanta coisa... ai ai.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Babaquices
Eu sei, generalizar é feio e errado. Então vou manter a história dentro das próprias cercas. E vou resumir: terça passada, foi inaugurada a sala de cinema 3D aqui em Brusque, uma das 3 salas do Cine Gracher, que é empresa familiar e tradicional, não é rede. Sendo o primeiro cinema 3D da região, claro que o fato foi noticiado. Inclusive em Blumenau, logicamente.
Eis que uma meia dúzia de 2 ou 3 blumenauenses começam a resmungar, no Twitter. Uma das vantagens das redes sociais é essa: o que antes era resmungo em voz baixa, passa a ser ouvido muito além da quadra da casa do resmungão. Ao ler os resmungos com fundo e ranço bairrista (ah, porque o jornal fulano de tal não disse que ano que vem vamos ter DUAS salas 3D aqui, heim?), lembrei de uma conversa alheia ouvida em um ônibus, na época da inauguração do próprio Shopping Gracher, coincidentemente - ou não: pelo jeito o Gracher, na tradição de inovar, que é muito mais que um slogan, reconheçamos, pisa nos pés de quem se acha no direito de estar sempre no primeiro lugar.
As moças, com cara de nojinho, comentavam que Brusque sempre imita Blumenau, até nisso de ter um shopping center. Claro, fofas, taí um tipo de instalação comercial que foi inventada na terra da Oktoberfest - que também, claro, não foi inventada na Alemanha, mas na Blumenau de quem exagera no orgulho natal e vira bairrista infantil, mergulhando no ridículo.
O que me espanta é que essa bobajada ainda exista, resistindo a tanta mistura de ideias, pessoas vindas de todo canto, universidades, mídia... bairrismo é um tipo de preconceito que não tem lei nem ong combatendo, daí, de repente, vira reduto dos que não podem mais ser racistas ou homofóbicos em público. Ou exagerei?
Eis que uma meia dúzia de 2 ou 3 blumenauenses começam a resmungar, no Twitter. Uma das vantagens das redes sociais é essa: o que antes era resmungo em voz baixa, passa a ser ouvido muito além da quadra da casa do resmungão. Ao ler os resmungos com fundo e ranço bairrista (ah, porque o jornal fulano de tal não disse que ano que vem vamos ter DUAS salas 3D aqui, heim?), lembrei de uma conversa alheia ouvida em um ônibus, na época da inauguração do próprio Shopping Gracher, coincidentemente - ou não: pelo jeito o Gracher, na tradição de inovar, que é muito mais que um slogan, reconheçamos, pisa nos pés de quem se acha no direito de estar sempre no primeiro lugar.
As moças, com cara de nojinho, comentavam que Brusque sempre imita Blumenau, até nisso de ter um shopping center. Claro, fofas, taí um tipo de instalação comercial que foi inventada na terra da Oktoberfest - que também, claro, não foi inventada na Alemanha, mas na Blumenau de quem exagera no orgulho natal e vira bairrista infantil, mergulhando no ridículo.
O que me espanta é que essa bobajada ainda exista, resistindo a tanta mistura de ideias, pessoas vindas de todo canto, universidades, mídia... bairrismo é um tipo de preconceito que não tem lei nem ong combatendo, daí, de repente, vira reduto dos que não podem mais ser racistas ou homofóbicos em público. Ou exagerei?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Palavra do dia
Como é bom aumentar o vocabulário! Nesses tempos em que chove muita crítica em Itu, agora sei o que é greenwashing.
Se bem que acho que conhecia a coisa, só não tinha sido apresentada ao nome.
Se bem que acho que conhecia a coisa, só não tinha sido apresentada ao nome.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Resgate
Lembrei de uma quase poesia que escrevi no saleiro original (o que o Blogger Br me tomou... buá, buá) em um Dia das Crianças... Achei um arquivo doc com parte dela. Parte! Estou me sentindo como uma Indiana Jones dos backups empoeirados. Como se salva só uma parte de um texto, não faço ideia. Mas cá está.

Quando eu era criança, não existia Barbie no Brasil
Quando eu era criança, não existia McDonald´s no Brasil
Quando eu era criança, a gente não via televisão durante o dia
Quando eu era criança, a gente só tomava refrigerante nos finais de semana.
Quando eu era criança, era uma festa sair pra comer misto quente e tomar colegial de chocolate.
Quando eu era criança, nada disso se chamava fast food. Ainda.
Quando eu era criança, as férias de verão duravam 3 meses.
A gente tinha menos dias de aula, mas eu acho que, mesmo assim, aprendia mais coisas.
Quando eu era criança, o faz-de-conta ainda estava bem vivo.
Eu fui criança antes do Atari, e fui criança antes da maquiagem infantil.
Quando eu era criança, eu tinha pesadelos com a bomba atômica,
Mas eu acho que eu não entendia direito o que era.
Quando eu era criança, eu cantava músicas de criança,
Mas assistia todo ano os festivais da Record...
Quando eu era criança, eu lia Monteiro Lobato.
Eu brincava
Imagino que eu continuasse dizendo que brincava de casinha, brincava com colheres de chá nos potes de arroz, enquanto minha mãe cozinhava, espalhando arroz cru pela cozinha e perdendo colherinhas no fundo das latas.
Que eu brincava de praia no tanque cheio de água e que criava universos de espuma nas paredes do banheiro.
Que eu tive um tanto justo de brinquedos, maior que a média mas não o tanto que as crianças esperam ter hoje, por qualquer razão ou razão nenhuma.
Que eu tinha pequenas obrigações e odiava todas elas, mas queria passar enceradeira nos domingos, só para subir nela com os dois pés e passear, imaginando que fosse, sei lá, um veículo mágico.
Que eu tinha muitos medos, medo do meu pai, medo de estranhos, medo do escuro... medos reais, medos imaginários, medos fermentados pelo medo alheio.
Mas que tinha uma segurança que hoje não conheço mais. Talvez nem exista. Nem na infância de hoje, tão curta e mimadinha.
Mas que ainda sim, dá para deixar as nossas crianças eternas, as que não podemos deixar fugir de dentro da gente, suficientemente felizes.
Feliz hoje. Feliz todos os hojes.
Quando eu era criança, não existia Barbie no Brasil
Quando eu era criança, não existia McDonald´s no Brasil
Quando eu era criança, a gente não via televisão durante o dia
Quando eu era criança, a gente só tomava refrigerante nos finais de semana.
Quando eu era criança, era uma festa sair pra comer misto quente e tomar colegial de chocolate.
Quando eu era criança, nada disso se chamava fast food. Ainda.
Quando eu era criança, as férias de verão duravam 3 meses.
A gente tinha menos dias de aula, mas eu acho que, mesmo assim, aprendia mais coisas.
Quando eu era criança, o faz-de-conta ainda estava bem vivo.
Eu fui criança antes do Atari, e fui criança antes da maquiagem infantil.
Quando eu era criança, eu tinha pesadelos com a bomba atômica,
Mas eu acho que eu não entendia direito o que era.
Quando eu era criança, eu cantava músicas de criança,
Mas assistia todo ano os festivais da Record...
Quando eu era criança, eu lia Monteiro Lobato.
Eu brincava
Imagino que eu continuasse dizendo que brincava de casinha, brincava com colheres de chá nos potes de arroz, enquanto minha mãe cozinhava, espalhando arroz cru pela cozinha e perdendo colherinhas no fundo das latas.
Que eu brincava de praia no tanque cheio de água e que criava universos de espuma nas paredes do banheiro.
Que eu tive um tanto justo de brinquedos, maior que a média mas não o tanto que as crianças esperam ter hoje, por qualquer razão ou razão nenhuma.
Que eu tinha pequenas obrigações e odiava todas elas, mas queria passar enceradeira nos domingos, só para subir nela com os dois pés e passear, imaginando que fosse, sei lá, um veículo mágico.
Que eu tinha muitos medos, medo do meu pai, medo de estranhos, medo do escuro... medos reais, medos imaginários, medos fermentados pelo medo alheio.
Mas que tinha uma segurança que hoje não conheço mais. Talvez nem exista. Nem na infância de hoje, tão curta e mimadinha.
Mas que ainda sim, dá para deixar as nossas crianças eternas, as que não podemos deixar fugir de dentro da gente, suficientemente felizes.
Feliz hoje. Feliz todos os hojes.
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