sábado, 2 de outubro de 2010

Urnas

Não vou fazer de conta que tenho condições para ser analista política. Sei o básico, acompanho o básico e estou cansada da escassez generalizada de vergonha na cara. Fiquei de orelha atenta aos debates, mas não me serviram para nada de útil. Valeram a pena mais por conta do fato de que brasileiro, decididamente, não presta - no sentido de fazer piada de tudo. Twitter estava divertidíssimo durante os debates.

Mas só temos mais algumas horas até ter que cumprir o dever cívico, então vou repassar este link que apareceu na minha timeline. É um teste que indica candidatos, de acordo com as suas preferências em termos de plataforma, escolha entre ética ou competência (não podia ser os dois, não?), alinhamento político e mais uns poucos etc. Pode servir para quem ainda está tentando se achar, no meio de tanta confusão. Tem essa cola personalizável do UOL, também, que eu achei bem construída. Ferramentas básicas.

Cá estou apostando em filas e demora, já que muita gente nem parou para reparar que são 2 votos para senador. Vai ser o maior sustão na hora, um "ué, mas não acabei de votar nisso?" Escolher seis criaturas é muita coisa e a gente precisa mesmo de toda ajuda.

Viu, papai do céu?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ordinária


Ó, não vou nem falar nada de como o Brasil foi representado no piloto de No Ordinary Family. Durou pouco e podia ser pior – eles nem apareceram com maracas e sombreros.

Ó, não vou nem falar em biopirataria – porque, né, a tal da pesquisa da mamãe cientista para empresa americana é bem imperialista!

Ó, não vou nem falar que é muita sacanagem o rio fosforescente só dar super poderes para os gringos, se eu fosse a Mariana Belém, reclamava.

Ó, nem vou falar dos Incríveis e dos poderes do Incrível Hulk.

Mas não creio na adolescente que, a cada duas frases, diz para os pais que é virgem. Eu sou virgem, eu sou virgem, eu não estou preparada, minha melhor amiga não é virgem e deu para o meu namorado mimimi. Sei. Sorte dela que é ela a telepata.

Mixplica

Ok, estou 100% rabugenta, hoje. Imagino que seja efeito da falta de luz do sol, vários dias cinzentos e noites pessimamente dormidas, para completar o quadro. Então, por favor, releve se minha reação é exagerada.

Mas eu leio esta notícia e queria compreender se os departamentos do Google não conversam ou se é o cúmulo da incompetência, nem o Chrome suportar ainda o tal de novo formato de imagem que tem a ambição de substituir o jpeg. Não era coisa de lançar um treco qualquer que tornasse o WebP compatível NA MESMA HORA????


Começou errado.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Sério, série?

Sabe aquela tal de Shit My Dad Says? Aquela que é baseada no twitter de um fulano que vive com o pai, que é quem fala as merdas em questão?

Então. A continuar como no piloto, é uma... caca que não fede nem cheira. Capitão James T. Kirk merecia uma coisa melhor.


No improvável caso da série melhorar, alguém, por obséquio, venha me avisar. Agradeço.

Por enquanto,
"audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve" passou longe.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tomou?

Uma manhã dessas - sendo manhã, nem preciso explicar que não estava com os neurônios lá muito alertas - eu peguei o que achei que era um finalzinho de desenho animado (Leia-se qualquer série de animação como desenho animado, porque eu sou, digamos assim, antiga. Agradecida.) de bichinhos, na Globo.

É, às vezes eu deixo a TV do quarto ligada na Globo, enquanto pego no sono. Não, nunca tive pesadelos com a Ana Maria Braga. Thanx pela preocupação.

Era bem o finzinho mesmo e eu achei tão bonitinho que fui procurar o que era e se passava na civilização, digo, em algum canal da Sky. Surpresa! A tal de Galera Animal é uma ação da Nestlé, um substituto muito mais inteligente do que as puras e simples publicidades de produto. Tem site.

É muito bonitinho. São bichinhos. São filhotes. E, claro, vai virar bichinho de pelúcia, exatamente no esquema das inesquecíveis pelúcias da Parmalat.
Alguém duvida que vire febre?

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Uma das pessoas mais incríveis que eu conheci, ever!



A última vez que nos falamos, coisa de década atrás, ainda na C-5, ele ligou para a gente e ficou emendando conversa por um tempão. E desde ontem eu só lembro, lembrança muito mais antiga, dele chegando na casa em que morei, em São Paulo... e dormindo até a hora de ir embora. Hélio Leite, sempre marcante. Nas palavras ou no silêncio.

Em algum lugar, devo ter guardada minha coleção de botões.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A coisa

A gente comprava discos de vinil e dizia “eu tenho todos os discos do fulano”, com orgulho de proprietário. Continuamos comprando CDs e tendo essa impressão feliz de possuir a obra de nossos artistas favoritos. Discos, livros, filmes em VHS, depois em DVD, toda a história que você conhece. Se nasceu a tempo, viveu.

Investimos, as últimas gerações, um bocado de dinheiro para ter essa sensação de posse. Claro que não tínhamos a ilusão de ter um produto único, mas era nosso produto único, reunido em coleções totalmente únicas, reflexos de nossa personalidade única e especial. Logicamente.

De repente a gente percebe que não possui a obra. Possui uma cópia da obra. Possui a mídia. E quando essa percepção fica mais nítida? Quando resolvemos fazer uma limpeza em casa e descobrimos uns bons metros cúbicos de fitas VHS, algumas ainda lacradas, ocupando espaço e recolhendo poeira. E nem temos mais um videocassete na sala (ok, eu ainda tenho um guardado, mas isso porque eu sou muito lerda em desapegar!).

Daí você olha os títulos e pensa que, qualquer coisa, sempre tem como baixar o filme para dar uma assassinada na saudade. E percebe que a mídia, a cópia, estão deixando de ser sinônimo da obra. Isso não é bom para a indústria cultural, claro, que vai ter que continuar rebolando para descobrir como sobreviver a essa guinada em seus gráficos de desempenho. Mas para você, consumidor de música, filmes, literatura? Quais são seus novos hábitos de consumo cultural? Qual foi a última vez que você ouviu um álbum inteiro? Comprou um CD? Desejou um box de série pela caixa, mais do que pelos episódios?

Eu, depois de anos sem comprar um CD de música, estou fazendo a coleção da discografia do Chico Buarque, essa que se compra em bancas (uma vida, aliás, fazendo coleções lançadas pela Abril!). E tenho lido que muita gente está fazendo a mesma coisa. Porque é uma coleção bonita, formada por objetos bonitos. CD/livreto/lombada bonita... Mesmo tendo todos os discos dele, o objeto me seduziu. Por ser bonito.

Então, o que nós queremos?